O homem crítico:
Meu ceticismo é confundido com pessimismo com freqüência bem maior do que ando escrevendo nesta coluna. Quem dera fosse confundido com cinismo, sarcasmo, mau-humor ou coisa que o valha. Sou um homem espirituoso e com fé na humanidade – ok, está bem, confesso: em uma pequena porção dela. Pero que la tengo, la tengo!. O [...]
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
De Ser Pai
Sempre é complicado escrever sobre si mesmo. Quanto mais sobre feitos que são importantes apenas para você. Quando decidi começar a correr, não tive dúvidas: cai na água. Seis meses de natação para fortalecimento das articulações, músculos e, claro, perda de pelo menos um pouco dos quase 120 quilos. Isso tudo foi em março de 2009, treze meses após uma complicada cirurgia do tendão supra-patelar e vasto medial no joelho esquerdo; treze meses da mais completa imobilidade esportiva.
Entre o quarto e quinto mês de natação comecei a intercalar algumas caminhadas, quais, após o sexto mês se tornaram tímidos trotes; lembro que não conseguia deixar de mancar, por pura falta de confiança no joelho e por lembrar da dor sentida no momento da lesão.
O médico confirmou que eu poderia correr normalmente, desde que obedecidas as recomendações de praxe (alongamento, aquecimento, etc.). Continuei caminhando, ameaçando um troque aqui outro ali, sem largar às piscinas.
No final de setembro comecei a correr. Não fazia sequer questão de marcar a distância; corria vinte minutos, intercalada por dez de caminhada antes e depois. No mês seguinte, depois de correr uma hora seguida embaixo de uma chuva forte – claro que em ritmo pra lá de “confortável” – passei a marcar a distância.
Alguns dias depois, veio a oportunidade de correr a primeira prova. Dez quilômetros sob o forte sol do outubro cuiabano. Dividi mentalmente a prova em três: cinco, sete e dez; me conscientizei de que ficaria feliz se terminasse a primeira etapa. Para minha mais completa surpresa – e de minha esposa -, consegui concluir os 10, sem precisar intercalar a corrida com caminhada; o tempo? Não importava naquele momento, mas foram honestos 73 minutos.
Naquele dia entendi os efeitos que uma prova tem sobre o treinamento e motivação do corredor amador. E, no mesmo dia, fiz a inscrição para outro evento que ocorreu no domingo seguinte: uma prova de 7,5 quilômetros.
Em janeiro pude baixar meu tempo dos 10k de 73 para 68 minutos na Corrida de Reis de Cuiabá. Em março participei pela primeira vez de um triátlon (sprint), foram 750 m de natação, 20 K de ciclismo e 5 k de corrida. Não nutria grandes esperanças de encerrar a prova, mas conclui ela em 1h35m; primeiro da categoria. A sensação foi de imortalidade.
Pensei que somente sentiria algo mais intenso se partisse para desafios maiores, como uma meia maratona ou alguma coisa assim.
Então, na véspera do dia das mães decidi participar de uma prova noturna de cinco quilômetros; aproveitei que era uma “corrida e caminhada”e arrastei minha esposa para a prova. Só que horas antes da largada a babá que cuidaria de nosso filho de menos de anos nos deu o cano.
Assim: ou levávamos ele junto, ou não participaríamos. Como ele tinha um triciclo com uma haste para ser empurrada e pela qual é possível controlar a direção, ele foi.
Como eu estava na incumbência de empurrar aqueles treze quilos mais importantes da minha vida e jamais tinha treinado com este peso extra, decidi ser o último a largar. Não queria atrapalhar o ritmo de ninguém, além de que, precisava encontrar o meu e, claro, não assustar meu filho. Demorou pouco para que conseguíssemos ultrapassar uma parte dos competidores.
Em todas as provas que participei – tudo bem que não foram muitas – nunca chamei a atenção; mas nesta noite, em qualquer trecho que passava empurrando o Raul, as pessoas – os próprios participantes comentavam admirados , alguns até aplaudiam. Deve ser assim que aquelas figuras fantasiadas se sentem quando participam das grandes provas. Terminamos a prova em 31 minutos.
Mas nem os aplausos, as risadas, as fotos, o tempo, a superação de mais uma dificuldade foi o que marcou. A melhor sensação de todas foi poder correr com o meu filho. Compartilhar este momento tão importante para mim com alguém ainda mais importante. Então eu entendi que não precisaria terminar uma meia-maratona ou um triátlon olímpico para me sentir realizado. Aqueles cinco quilômetros me ensinaram muito mais que qualquer prova será capaz de fazê-lo.
Hoje, tento convencer minha esposa a começar a correr e uma vez por semana costumo sair com meu filho para treinar; seja na cadeirinha do guidão da bicicleta, seja empurrando aquele triciclo. E a cada vez, a emoção se renova. Tenho esperança de que eu consiga despertar no meu filho o gosto pelo esporte e pela atividade física regular como forma aumentar a qualidade de vida. Acho que tenho conseguido algum resultado, pois quando fico tempo sem sair com ele - hoje com dois anos -, ele me puxa pela mão até a área de serviço, aponta para a bicicleta diz “quequeta, papai, ati Raul”ou então senta na motoca, afivela o cinto e lança: “totoca, papai”, apontando para a porta da rua.
Quem sabe, quando eu estiver bem velhinho e não puder mais correr, ele não me empurra por pelo menos uma quadra, para que eu possa sentir o vento na cara e relembre desta sensação incrível e única que é correr.
Entre o quarto e quinto mês de natação comecei a intercalar algumas caminhadas, quais, após o sexto mês se tornaram tímidos trotes; lembro que não conseguia deixar de mancar, por pura falta de confiança no joelho e por lembrar da dor sentida no momento da lesão.
O médico confirmou que eu poderia correr normalmente, desde que obedecidas as recomendações de praxe (alongamento, aquecimento, etc.). Continuei caminhando, ameaçando um troque aqui outro ali, sem largar às piscinas.
No final de setembro comecei a correr. Não fazia sequer questão de marcar a distância; corria vinte minutos, intercalada por dez de caminhada antes e depois. No mês seguinte, depois de correr uma hora seguida embaixo de uma chuva forte – claro que em ritmo pra lá de “confortável” – passei a marcar a distância.
Alguns dias depois, veio a oportunidade de correr a primeira prova. Dez quilômetros sob o forte sol do outubro cuiabano. Dividi mentalmente a prova em três: cinco, sete e dez; me conscientizei de que ficaria feliz se terminasse a primeira etapa. Para minha mais completa surpresa – e de minha esposa -, consegui concluir os 10, sem precisar intercalar a corrida com caminhada; o tempo? Não importava naquele momento, mas foram honestos 73 minutos.
Naquele dia entendi os efeitos que uma prova tem sobre o treinamento e motivação do corredor amador. E, no mesmo dia, fiz a inscrição para outro evento que ocorreu no domingo seguinte: uma prova de 7,5 quilômetros.
Em janeiro pude baixar meu tempo dos 10k de 73 para 68 minutos na Corrida de Reis de Cuiabá. Em março participei pela primeira vez de um triátlon (sprint), foram 750 m de natação, 20 K de ciclismo e 5 k de corrida. Não nutria grandes esperanças de encerrar a prova, mas conclui ela em 1h35m; primeiro da categoria. A sensação foi de imortalidade.
Pensei que somente sentiria algo mais intenso se partisse para desafios maiores, como uma meia maratona ou alguma coisa assim.
Então, na véspera do dia das mães decidi participar de uma prova noturna de cinco quilômetros; aproveitei que era uma “corrida e caminhada”e arrastei minha esposa para a prova. Só que horas antes da largada a babá que cuidaria de nosso filho de menos de anos nos deu o cano.
Assim: ou levávamos ele junto, ou não participaríamos. Como ele tinha um triciclo com uma haste para ser empurrada e pela qual é possível controlar a direção, ele foi.
Como eu estava na incumbência de empurrar aqueles treze quilos mais importantes da minha vida e jamais tinha treinado com este peso extra, decidi ser o último a largar. Não queria atrapalhar o ritmo de ninguém, além de que, precisava encontrar o meu e, claro, não assustar meu filho. Demorou pouco para que conseguíssemos ultrapassar uma parte dos competidores.
Em todas as provas que participei – tudo bem que não foram muitas – nunca chamei a atenção; mas nesta noite, em qualquer trecho que passava empurrando o Raul, as pessoas – os próprios participantes comentavam admirados , alguns até aplaudiam. Deve ser assim que aquelas figuras fantasiadas se sentem quando participam das grandes provas. Terminamos a prova em 31 minutos.
Mas nem os aplausos, as risadas, as fotos, o tempo, a superação de mais uma dificuldade foi o que marcou. A melhor sensação de todas foi poder correr com o meu filho. Compartilhar este momento tão importante para mim com alguém ainda mais importante. Então eu entendi que não precisaria terminar uma meia-maratona ou um triátlon olímpico para me sentir realizado. Aqueles cinco quilômetros me ensinaram muito mais que qualquer prova será capaz de fazê-lo.
Hoje, tento convencer minha esposa a começar a correr e uma vez por semana costumo sair com meu filho para treinar; seja na cadeirinha do guidão da bicicleta, seja empurrando aquele triciclo. E a cada vez, a emoção se renova. Tenho esperança de que eu consiga despertar no meu filho o gosto pelo esporte e pela atividade física regular como forma aumentar a qualidade de vida. Acho que tenho conseguido algum resultado, pois quando fico tempo sem sair com ele - hoje com dois anos -, ele me puxa pela mão até a área de serviço, aponta para a bicicleta diz “quequeta, papai, ati Raul”ou então senta na motoca, afivela o cinto e lança: “totoca, papai”, apontando para a porta da rua.
Quem sabe, quando eu estiver bem velhinho e não puder mais correr, ele não me empurra por pelo menos uma quadra, para que eu possa sentir o vento na cara e relembre desta sensação incrível e única que é correr.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Velho Frank
"A auto-conhecimento leva ao suicídio; o alto conhecimento ao homicídio" - Chico Xavier, apud Frank K. Litherman
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Da Derrota e De Vergonhas Maiores
Está Provado: Fluminense is Nothing!
Um clube que precisa comemorar a fuga da degola não merece respeito!
Poderia ser pior? Sim, poderia ser uma camiseta alusiva à eventual conquista da Série-B, p.ex. (vide: CRVG, 2009; Corintia, 2008 e "A Batalha dos Aflitos", 2005 - este último teve até DVD, um luxo!)
Um clube que precisa comemorar a fuga da degola não merece respeito!
Poderia ser pior? Sim, poderia ser uma camiseta alusiva à eventual conquista da Série-B, p.ex. (vide: CRVG, 2009; Corintia, 2008 e "A Batalha dos Aflitos", 2005 - este último teve até DVD, um luxo!)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Apoplexia
Alfredo Gusmão Soares recebeu uma mensagem eletrônica peculiar. Não era longa nem bem escrita, mas garantia que se a renviasse para 30 pessoas recebeira dentro de cinco minutos uma notícia que mudaria a sua vida.
Havia exemplos: um senhor de Boston que foi promovido; um advogado inglês que recebeu um prêmio da loteria; uma turca que foi pedida em casamento; dentre outros.
Seduzido pelos exemplos e pela gratuidade do esforço, lé pelas 14:00 horas encaminhou a mensagem para 30 pessoas.
Cinco minutos depois o telefone tocou. Era a notícia que mudaria a sua vida: sua mãe estava morta.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Conselhos do velho Frank K. Litherman
- Frank, meu velho, estou precisando trocar uma idéia contigo.
- Está precisando de grana?
- Não! Estou precisando de um amigo!
- Hum... Já procurou no submarino?
- Já! Mas não vale a pena: frete grátis só para o Sul e Sudeste.
- Está precisando de grana?
- Não! Estou precisando de um amigo!
- Hum... Já procurou no submarino?
- Já! Mas não vale a pena: frete grátis só para o Sul e Sudeste.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Finalmente enterraram Michael Jackson(*).
Já não era sem tempo. Estava começando a sentir saudades da cobertura das "buscas dos destroços do vôo 447" e da Fragata Constituição.
(*)Up Load: Errata: Parace que ainda não! Mas falta pouco!
(*)Up Load: Errata: Parace que ainda não! Mas falta pouco!
terça-feira, 30 de junho de 2009
"No futuro...
...todos terão 15 minutos de fama".
Chegou a vez do Iêmen.
- "Iêmen? Mas o que é isso?" - Luís Inácio Lula da Silva.
Chegou a vez do Iêmen.
- "Iêmen? Mas o que é isso?" - Luís Inácio Lula da Silva.
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